domingo, 20 de janeiro de 2008

Encantos e desencontros


Nos encontramos na contra-mão
Só por um segundo
Será o encontro de nossas mãos.


O sorriso do teu rosto
rapidamente partiu,

como um largo manto a melancolia

pousou em ti de repente

e turvou teu vulto

e pintou de poente

o que parecia
sol de meio-dia.

Já era tarde
pra o meu dia.
A noite espalhou-se

com cheiro de saudade

não sei bem de quê

mas acho que do sonho
que incerto,
morreu
antes de nascer.

Teu riso menino

emudeceu-se secamente

e teus olhos fitaram o chão,

jazia a esperança,
menina pequena;
com tua voz amena

disseste querer brincar

mas eu via apenas

a alegria
dali se transportar.
Ao recordar o passado

momentos de quimera,

tua voz de primavera,

o brilho ao olhar
voltou
testemunha da pureza da alma nua
de malícia e dor

ainda não lavrada

por decepção de amor.


Nas nossas casas,

janelas azuis

a reclamar uma presença.

Em nossas varandas,

uma rede triste e vazia
,
recorda
o balanço d'algum ninar.
Fantasmas soltos
a atormentar...

Mel
17.01.2008

3 comentários:

Karen disse...

comentário

Bel Artesã disse...

Minha amiga, Marisa, é uma pessoa muito sensível. Só as pessoas sensíveis conseguem expressar seus sentimentos em forma de poesia. Eu admiro a sensibilidade dela o
porque acho que, muitas vezes, não consigo perceber os meus próprios sentimentos, quanto mais expressá-los.

Videverso disse...

Marisa, acessa www.ciclistasanonimos.blogspot.com
e fica em contato.
A seguir te envio alguns outros espaços que desenvolvo inclusive com textos e poesia.
Paulo Baptista
(recital no Dom da Palavra)